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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Lavagem do Banco do Brasil e caminhada marcam protestos dos bancários em Itabuna


Começando com uma manifestação na Praça Adami, contra a volta do ‘horário de verão” na Bahia, comerciários, bancários, servidores municipais e industriários, participaram de uma jornada de protestos em Itabuna.

Ocupando a praça, os manifestantes bradaram contra o anúncio feito recentemente pelo governador Jacques Wagner (PT) da volta do horário de verão, que diga-se de passagem foi fragorosamente derrotado pelos baianos numa pesquisa encomendada pelo governo do Estado em 2003. Dentre os mais de 13 milhões de baianos que amargarão os transtornos do novo horário, os mais atingidos serão os rodoviários que chegam as garagens a partir das 4 horas da manhã. Os operários (aqui em Itabuna o primeiro turno da Penalty inicia-se às 5 horas e o da Trifil às 6 horas), além dos estudantes e professores que começam as 7 horas. Assim, também, país e responsáveis pelo transporte escolar também terão acordar de madrugada. Todos estarão prejudicados a partir do dia 16 próximo, quando se inicia este famigerado expediente resgatado a contragosto da população pelo governador Jacques Wagner (PT) sem ouvir a população baiana. É bom lembrar que o governador só ouviu o setor empresarial para tomar tal decisão.

Lavagem do Banco do Brasil

Após a manifestação contra o horário de verão, os trabalhadores se dirigiram até a porta da agência do Banco do Brasil, na Praça Olinto Leone (centro) e realizaram um grande ato em protesto à postura dos banqueiros e governo em relação à greve dos bancários.

Durante os protestos o ator multimídia, Jaffet Ornellas, incorporou o Profeta Conselheiro e condenou a postura do Governo Dilma, do bancário, ministro do Planejamento, Paulo Bernado e da Fenaban que até agora não apresentaram proposta decente para por um fim à greve da categoria.

Caminhada no centro de Itabuna

Após a Lavagem do Banco do Brasil, os manifestantes, acompahados do Grupo de Cultura Afro Encantarte, realizaram uma caminhada da Praça Olinto Leone, até a avenida do Cinquentenário, terminando com um ato em frente à agência do Bradesco.

Sexta de protestos contra o horário de verão de Jacques Wagner e dos empresários e lavagem das escadarias do Banco do Brasil


Acontece hoje, a partir das 10 horas, caminhada no centro de Itabuna, organizada pela CTB/Regional Sul da Bahia contra o famigerado horário de verão, instituído pelo governador Jacques Wagner (PT), a pedido dos empresários baianos, sem consulta à população baiana. Vale lembrar que o horário de verão foi alvo de pesquisa na Bahia em 2003 e revelou que 57% dos baianos se posicionaram contra.

Segundo Jairo Araújo, coordenador regional da CTb, a decisão é de cunho totalmente autoritário, uma vez que o povo da Bahia não foi consultado só o segmento patronal e certamente o seu “lobby” milionário, extremamente persuasivo. Apesar do governador Jaques Wagner (PT) considerar sua sentença irrevogável cabe ainda assim o protesto e a mobilização dos indignados.

Lavagem das escadarias do Banco do Brasil

O movimento sindical bancário, organizado pelo Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, participará da manifestação contra o horário de verão e ao final da caminhada realizará a Lavagem das escadarias do Banco do Brasil, num protesto contra a Fenaban, que não apresenta proposta decente para o término da greve dos bancários e contra a postura do governo em relação aos bancários dos bancos públicos, ameaçados de corte de ponto por causa da greve que já dura 18 dias.

Lei do Aviso Prévio de 90 dias não pode prejudicar o trabalhador


A lei que amplia o prazo do aviso prévio para até 90 dias, em geral, beneficia o trabalhador. Mas, é preciso cuidado para que as empresas não se aproveitem para prejudicar o funcionário. No setor bancário, por exemplo, a norma interfere em um fator que assombra os trabalhadores: a rotatividade.
Preocupados em aumentar a lucratividade e reduzir os custos, os bancos terão menos interesse em manter o funcionário por muito tempo, assim, não há obrigatoriedade de arcar com o aviso de 90 dias. O presidente do Sindicato da Bahia, Euclides Fagundes, chama a atenção. “As organizações financeiras são as maiores recordistas em desligamentos da América do Sul. Portanto, temos de buscar alternativas para coibir uma ação desenfreada do capital”, ressalta.
A lei, no entanto, é vista com bons olhos, embora ainda esteja longe do ideal. “A Convenção 158, nesse momento, significaria um avanço maior, porque proíbe a demissão imotivada”, explica Euclides Fagundes.
Opinião semelhante tem o advogado trabalhista Nizan Gurgel. Para ele, a norma é positiva e não há motivos para que a empresa faça alarde e fale em ônus. Portanto, não existem razões para demissão. “Não tem nada no mundo que dê mais lucro do que o setor bancário. É uma gota de água no oceano”, salienta.
Lei
Em vigor desde quinta-feira (13/10), a lei assegura ao funcionário, além dos 30 dias de aviso prévio, mais três dias por cada ano de trabalho, limitado a 90 dias de aviso. Para isso, é necessário que o trabalhador tenha completado 20 anos de serviço.
Conforme o inciso XXI do artigo 7º Constituição Federal, o aviso prévio proporcional foi aprovado pelo Senado em 1989 e estava gaveta da Câmara Federal desde 1995. O motivo: indefinição sobre o prazo extra, além dos 30 dias.
Fonte: O Bancário

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

PERSEGUIÇÃO AOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAL

O SINDSERV recebe diariamente denúncia de que os servidores públicos municipais, sobretudo, da secretaria de saúde estão sendo constantemente assediados por funcionários indicados pela gestão. No sentido de desenvolver suas funções ferindo os princípios preconizados no SUS. Essa prática vem sendo constante em alguns postos de saúde. Servidores que desejam trabalhar obedecendo aos princípios do SUS estão sendo interpelado e orientado por agentes políticos de plantão, para rezar na cartilha de preservação do poder vigente, caso o servidor recuse a seguir as “orientações”, o mesmo é perseguido, pressionado e muitas vezes transferido. O SINDSERV Vem a publico repudiar essa postura arbitraria e dolosa deste modelo de administrar. E sugeri que a administração venha a se preocupar com as demandas que necessitam ser apreciada por essa gestão de forma responsável e sensível para com a população que tem sofrido diante de tanta ingerência e falta de compromisso à sociedade itabunense, bem como os servidores que estão engessados nesse caos administrativo. Os servidores públicos de Itabuna são de fato, heróis por trabalhar dentro de uma estrutura em decadência que resulta em más condições de trabalho, ambiente de trabalho insalubre, impossibilidade de exercício profissional e falta de insumos básicos, fato que refleti impiedosamente a comunidade. A política de saúde do município de Itabuna, que deveria ser efetiva e eficaz entra no cenário atual como ferramenta para conservação de poder. O SINDSERV, não aceita tal pratica e vai investigar, bem como denunciar aos órgãos competentes e parceiros como: MPT, Conselho Municipal de Saúde, MPE. Isto se configura em assédio moral, e assédio moral é crime!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Veja mais fotos das irregularidades encontradas pelo Sindserv na Adei e Posto de Saúde Simão Fitterman



Servidores da Prefeitura de Itabuna trabalham sob condições inadequadas



Enquanto setores da sociedade civil organizada estão discutindo em todo o país a necessidade da promoção do trabalho decente, a Prefeitura de Itabuna dá um péssimo exemplo aos defensores de um meio ambiente de trabalho capaz de contemplar as exigências da Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com a OIT, Trabalho Decente é um "trabalho adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, eqüidade e segurança, capaz de garantir uma vida digna".
Durante as visitas de rotina aos setores da Prefeitura de Itabuna, diretores do Sindserv (Sindicato dos Servidores Municipais) têm se deparado com inúmeras irregularidades que põe em xeque a capacidade da administração municipal em se adequar às regras da OIT e da legislação trabalhista do Brasil.


Falta de Segurança na Adei


Na Administração dos Estádios de Itabuna (Adei), uma espécie de depósito de material da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), os diretores do Sindserv constataram que os trabalhadores exercem as atividades sem nenhuma proteção, ficando expostos a riscos constantes quando lidam sem equipamentos adequados com maquinários. Além disso, pneus são armazenados naquela localidade sem qualquer preocupação com a infestação do mosquito da dengue. Um perigo para a segurança e a saúde dos servidores.

Postos de Saúde em estado deplorável

Assim como quase todos os setores da Prefeitura de Itabuna, os Postos de Saúde não ficam de fora quando o assunto é precariedade nas condições de trabalho. Uma situação que prejudica tanto os usuários dos serviços de saúde quanto o próprio servidor que fica impedido de exercer suas atividades num ambiente onde falta de tudo. Produtos de primeira necessidade como água mineral e encanada, material de limpeza, material de escritório, papel para solicitação e impressão de exames, cartão Bolsa Família, computadores para o sistema de marcação de consultas, exames e demais procedimentos. Uma situação que dificulta a dinâmica dos serviços que deve ser oferecidos à população, o que vem causando transtornos para os usuários que tem que buscar em outras unidades de saúde o que falta no Posto de Saúde do bairro onde residem.
No Posto de Saúde Simão Fitterman, as salas de vacina, onde se manipula vírus e bactérias e por isso deve ser sempre um ambiente salubre e com condições de segurança para todos, os diretores do Sindicato encontraram um lugar totalmente inapropriado para sua finalidade. O forro do teto está desabando, goteiras nos dias de chuvas, banheiros interditados, entre outras irregularidades. A situação é a mesma na sala para atendimento médico. Além disso, o banheiro feminino está interditado e na cantina o que chama a atenção é o esgoto exposto e entupido, o que causa uma fedentina insuportável.

Situação caótica foi denunciada pelo Sindserv

Diante de tais situações que degradam o trabalho dos servidores e descumprem as regras da OIT e da legislação trabalhista, o Sindserv denunciou a Prefeitura junto aos órgãos competentes, a exemplo do Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Conselho Municipal de Saúde para que as devidas providências sejam tomadas.
“Durante todo este ano, estivemos reunidos com os secretários de cada setor da Prefeitura expondo as irregularidades e as demandas dos trabalhadores, mas a administração municipal fez ouvido de mercador e não demonstra seriedade para com os trabalhadores e a população quando promete regularizar essas anomalias e não cumpre. Por isso, enviamos estas denúncias para investigação do MPT e do Conselho Municipal de Saúde”, garante Karla Lúcia, presidenta do Sindserv.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bancários paralisam 8.328 agências em todo país no oitavo dia da greve nacional


O silêncio dos bancos está aumentando a insatisfação dos bancários e fortalecendo a greve nacional da categoria, que cresceu e fechou 8.328 agências de bancos públicos e privados em todos os estados e no Distrito Federal nesta terça-feira (4), oitavo dia de paralisação. O balanço foi feito pela Contraf, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30.
O Comando Nacional dos Bancários, reunido em São Paulo, divulgou nesta terça uma Nota Oficial repudiando o silêncio dos bancos, que não retomaram as negociações para apresentar nova proposta aos trabalhadores após oito dias de greve nacional. “Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações”, denuncia o texto.
Em Itabuna, as 14 agências continuam paralisadas.Estão em greve também as unidades do Banco do Brasil de Buerarema, Coaraci, Ibicarai, Itajuípe, Itapé, Itororó estão fechadas. Também estão paralisadas as unidades da Caixa Econômica de Ibicarai e Camacan.
Segundo Jorge Barbosa, presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, o movimento está crescendo e prova disso é o número de agências paradas que já é superior a da greve do ano passado no mesmo período. “A greve se fortalece e os bancários estão demonstrando que não aceitarão a intransigência dos banqueiros”, afirma Jorge.