domingo, 6 de maio de 2012
Prefeito revela aos itabunenses porque Aracaju é considerada capital nacional de qualidade de vida
Em visita a Itabuna a convite do pré-candidato a prefeito Wenceslau Júnior e do Diretório local do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o prefeito da cidade de Aracaju, Edvaldo Nogueira, proferiu uma verdadeira aula sobre gestão de cidades, no auditório do ICEI, na sexta-feira (4/5). Utilizando-se de slides, Nogueira fez um resumo da trajetória do município desde a primeira gestão do ex-prefeito Marcelo Déda (PT), em que ocupava o cargo de vice-prefeito até o seu segundo mandato como gestor de Aracaju, das ações implementadas pelo conjunto das forças políticas que compõem o seu governo para tornar a cidade capital nacional em qualidade de vida, segundo pesquisa elaborada pelo Ministério da Saúde.
Participaram do evento, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), vereador e pré-candidato a prefeito de Itabuna Wenceslau Júnior (PCdoB), o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, o presidente do PCdoB de Itabuna, Luis Sena, o presidente do Sindicato dos Bancários, Jorge Barbosa, Rodrigo Cardoso, presidente do Sindicato dos Bancários de Ilhéus, Israel Nunes, procurador federal e pré-candidato pelo PCdoB à prefeitura de Ilhéus, e representantes dos partidos políticos que compõem a frente ampla, chamada terceira via que disputará as eleições para prefeito de Itabuna este ano.
Edvaldo Nogueira concedeu entrevista para nosso blog onde discorre sobre o tema e também discorreu sobre a relação entre o PCdoB, seu partido e o PT no município. Leia abaixo a entrevista:
Língua de Fogo: quais os caminhos percorridos para tornar Aracaju uma cidade sustentável e com excelência em qualidade de vida?
Edvaldo Nogueira: primeiro foi o trabalho de planejamento. Quando chegamos a Prefeitura fizemos um planejamento para a cidade de vinte anos e a cada ano a gente faz o balanço daquilo que foi feito e daquilo que precisa ainda ser continuado e melhorado. O segundo aspecto é que nós perseguimos quatro pontos fundamentais de administração, que são a ética, ou seja, governar, não roubar e não deixar roubar e aplicar bem os recursos públicos em obras que melhorem a qualidade de vida da cidade, a democratização, então, a participação da sociedade, a participação popular, o orçamento participativo. O terceiro aspecto, a modernização, a gestão que visa resultados e por fim, a nossa prioridade, que é o mais importante que é governar para aqueles que mais precisam, os mais pobres, governar realizando obras e aplicando política públicas inclusivas para a população de mais necessidade..
Língua de Fogo: foram esses caminhos que levaram a Aracaju a ser considerada a capital nacional da qualidade de vida?
Edvaldo Nogueira: com certeza. Aracaju recebeu o título de capital brasileira de melhor qualidade de vida, justamente porque nós fizemos um projeto para a cidade onde mexemos em todas as áreas desde obras de infraestrutura, recapeamento asfáltico, viadutos, praças, a melhoria da saúde, implantação da academia da cidade, a educação, a limpeza pública que é uma referência nacional, a questão psicossocial, a atenção básica na saúde, então tudo isso levou Aracaju a nesses critérios a ser considerada pelo Ministério da Saúde, IBGE e do IPEA, a capital nacional de qualidade de vida.
Língua de Fogo: quais os conselhos que o Sr. oferece a Itabuna em relação a gestão de cidades?
Edvaldo Nogueira: olha é muito difícil aconselhar porque acho que cada cidade tem suas características, cada cidade tem sua realidade. Obviamente eu não quero está aqui vendendo Aracaju como modelo, mas eu aconselho que é fundamental para quem vai começar uma gestão, governar uma cidade, primeiro planejar, segundo buscar maneiras para que o planejamento se torne realidade e encontrar parâmetros que considero muito importante que é a ética com o dinheiro público, governar bem , aplicar bem os recursos públicos e ter prioridades, principalmente para aqueles que mais precisam. Então acho que esses elementos são importantes para que qualquer administrador possa governar em um período de tempo que possibilite a cidade crescer e se desenvolver.
Língua de Fogo: qual a relação em Aracaju entre as forças políticas que dirigem a cidade, notadamente o PCdoB e o PT?
Edvaldo Nogueira: é uma relação muito boa. Na minha reeleição em 2008, fui apoiado por 14 partidos e todos eles participam da nossa administração. Nós temos uma relação muito positiva com o PT, uma relação de aliados. Fui vice-prefeito na gestão do Marcelo Déda que é do PT e depois o PT indicou o vice-prefeito na minha gestão, o Sílvio Santos. Portanto, PT, PCdoB, PDT, PSB, PMDB são 14 partidos que nós buscamos governar corresponsavelmente. Todos os partidos que participaram da nossa campanha participam da nossa gestão.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Escorpiões residem numa creche em Itabuna
Em visita à Creche Elzon Pinho de Magalhães, situado no bairro Mangabinha, o SINDSERV- Sindicato dos Servidores Municipais -, identificou problemas sérios de falta de estrutura e condições de trabalho. No local há uma infestação de escorpiões, o que coloca em risco a vida dos trabalhadores, bem como das crianças que são acolhidas.
As crianças que têm de 1 até três anos de idade, dormem em colchonetes espalhados no chão e ficam expostas ao perigo de serem ferroadas por esses animais.
Os servidores daquela creche vivem constantemente assustados. Relataram aos diretores do Sindicato que já reclamaram sobre a situação para a Prefeitura, inclusive, com amostras dos aracnídeos (escorpiões), mas que nada foi feito até agora.
O Sindserv exige a regularização imediata desta situação que põe em risco a vida de seres humanos.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Direto do Pimenta: PARALISAÇÃO NO HOSPITAL DE BASE
Servidores do Hospital de Base de Itabuna cruzaram os braços por duas horas nesta quinta, 3, em protesto contra a não aplicação de reajuste salarial de 5,5% em 2011 e a falta de vale-transporte. O hospital público municipal tem aproximadamente 700 servidores, entre concursados e contratados.
A presidente do Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Itabuna (Sindserv), Karla Lúcia Oliveira, lembra que o reajuste de 5,5% ficou definido em Acordo Coletivo assinado pelo prefeito Capitão Azevedo (DEM).
“Acordo é para ser cumprido e iremos até as últimas consequências para garantir o reajuste e a regularização do vale”. A direção do Hblem ainda não se posicionou publicamente quanto às reivindicações.
Servidores paralisaram atividades no HBLEM
Os servidores municipais e funcionários do Hospital de Base Luis Eduardo Magalhães (HBLEM) paralisaram as atividades hoje pela manhã, das 7 às 9 horas em protesto ao não pagamento do vale-transporte intermunicipal e o repasse de 5,5% de reajuste nos salários, constantes no Acordo Coletivo assinado pelo prefeito Capitão Azevedo (DEM) em dezembro de 2011.
Durante a paralisação, os trabalhadores decidiram em conjunto com a diretoria do Sindserv que se até a próxima segunda-feira (7), a administração do HBLEM não atender as reivindicações da categoria,haverá deflagração da greve por tempo indeterminado a partir da terça-feira, dia 08 de maio.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Servidores do Hospital de Base param amanhã
Acontece nesta quinta-feira, 03 de maio, paralisação dos servidores e funcionários do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM), por duas horas,ou seja das 7 ás 9 horas da manhã, em protesto contra o não pagamento do vale transporte intermunicipal, benefício garantido pela legislação e que consta também no Acordo Coletivo assinadao pela Prefeitura de Itabuna e o Sindserv em dezembro do ano passado.
Os trabalhadores também estarão cobrando a aplicação do reajuste de 5,5% nos salários, fruto da luta da campanha salarial de 2011 e que até agora não foi repassado para a categoria.A administradora do HBLEM já afirmou aos servidores que não vai pagar o índice acordado com o Sindicato.
"É bom lembrar que Acordo Coletivo é para ser cumprido e nós iremos até as últimas consequências para garantir o reajuste de 5,5% para os servidores do HBLEM assim como pela regularização do vale transporte" afirma Karla Lúcia, presidenta do Sindserv.
No mês passado, o Sindserv realizou manifestação com paralisação em frente à Prefeitura com faixas e cartazes onde se lia "ACORDO COLETIVO 2011, CUMPRA AZEVEDO!". Agora os protestos serão em frente ao HBLEM onde os sindicalistas e servidores estarão gritando "ACORDO COLETIVO 2011, CUMPRA GILNAY!"
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Servidores contra o arrocho, uma luta justa e necessária
Os servidores públicos federais realizam nesta quarta-feira, 25, um Dia Nacional de Luta, com paralisações em todo país. Os trabalhadores batalham contra o arrocho de seus rendimentos imposto pelo governo federal, que se nega a reajustar os salários da categoria em nome da austeridade fiscal.
Por Wagner Gomes*
A CTB apoia e participa da manifestação, através das suas lideranças no setor. Trata-se de uma luta justa e necessária. Já faz dois anos que os servidores não têm reajuste, vendo seus rendimentos serem corroídos pela inflação, que reduz o poder aquisitivo e o valor real salários.
O arrocho é inaceitável e é a categoria reclama com razão a reposição inflacionária, para manter o valor real dos salários, reajuste dos benefícios e definição de data-base. Todavia, a negociação com o Ministério do Planejamento não avança. Esbarra na intransigência do governo, que insiste no congelamento dos salários e diz que não tem dinheiro para atender os servidores.
Conforme observam os líderes do movimento, o argumento não procede, pois o mesmo governo que diz não aos trabalhadores disponibilizou cerca de R$ 100 bilhões para o empresariado em renúncia fiscal e destinou quantia maior ao pagamento dos juros da dívida pública, ou seja, à remuneração do capital financeiro e rentistas.
O pano de fundo deste drama é a política econômica conservadora do Executivo. Os juros altos e o superávit fiscal primário são os obstáculos aparentemente intransponíveis às reivindicações dos sindicatos e movimentos sociais. A economia que o governo faz para pagar juros chegou a R$ 128,7 bilhões em 2011 e deve subir a cerca de R$ 140 bilhões neste ano.
Apesar de possuir uma dívida relativamente baixa como proporção do PIB (em torno de 50%), o Brasil é o vice-campeão mundial em gastos com juros, perdendo (e por pouco) apenas da arruinada Grécia, cujos débitos correspondem a mais de 160% do valor da produção. O serviço da dívida consome mais de 5% da produção brasileira. Já os EUA, cuja dívida governamental se eleva a mais de 90% do PIB, gasta 1,4% do que produz com juros. A taxa básica de juros (Selic), das mais altas do mundo em termos reais, faz a diferença.
Cedendo à pressão das forças conservadoras, o governo elevou a meta de superávit fiscal e cortou dezenas de bilhões em gastos públicos para realizá-la. Cortou na saúde, na educação, habitação, transporte e deixando de contemplar as demandas populares. O salário do funcionalismo também é sacrificado no altar desta política subordinada aos interesses da oligarquia financeira.
A política fiscal tem um custo alto para a economia e o desenvolvimento nacional na medida em que resulta em forte desaceleração da produção, comprometendo a criação de novos postos de trabalho e o combate ao desemprego. Este efeito transparece nas últimas estatísticas divulgadas pelo Dieese, que indicam o aumento do nível de desemprego para 10,8% em maio nas principais regiões metropolitanas do país. Tudo isto indica a necessidade de intensificar a luta das centrais sindicais por mudanças na política econômica.
A manifestação desta quarta tem um caráter de advertência e a categoria pode decretar greve por tempo indeterminado em maio se o governo persistir na intransigência. Os trabalhadores e trabalhadoras do setor público contam com total solidariedade e ativo apoio da CTB.
*Presidente nacional da CTB.
Fonte: Portal CTB
quarta-feira, 25 de abril de 2012
CTB manifesta apoio total à greve dos trabalhadores da educação na Bahia
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) vem a público manifestar seu total apoio aos trabalhadores da rede estadual de educação da Bahia, em greve desde o dia 11 de abril pelo cumprimento do reajuste de 22,22% do Piso Salarial Nacional do Magistério.
Ao mesmo tempo que direciona sua solidariedade à categoria, a CTB externa seu repúdio à tentativa de implantação do Projeto de Lei 19.776 (apresentado no dia 12 de abril pelo Executivo Estadual) que precariza as condições de trabalho da categoria e elimina conquistas históricas obtidas com muita luta e mobilização.
O referido PL, que teve sua urgência aprovada na última terça-feira (17) pelos deputados, transforma a remuneração de professores com titulação em ensino médio, licenciatura curta ou não licenciados em subsídio. Além disto, este projeto de lei propõe a retirada destes docentes do Plano de Cargos e Salários dos Trabalhadores em Educação, criando um Quadro Especial para os mesmos.
Fica claro que com a transformação da remuneração em subsídio, o Governo do Estado da Bahia segue o mesmo caminho adotado pelos estados do Espírito Santo e Minas Gerais, onde as remunerações correspondem ao subsídio implantado na forma de uma segunda carreira para os profissionais da educação. O que é um equívoco, já que nestes estados os sindicatos dos professores já cobram dos governos o pagamento correto do Piso Nacional do Magistério.
A luta legítima dos educadores pela efetiva implantação do piso nacional, afinal, além de valorizar os salários dos profissionais de educação, também visa estimular a qualificação e o aperfeiçoamento profissional. Neste sentido, a CTB espera que o governador, Jaques Wagner, abra um canal negociação, reconhecendo o direito constitucional à livre associação sindical e de negociação das condições de trabalho e valorização do profissional em educação.
A CTB como entidade classista que busca a construção de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária acredita na luta dos professores da Bahia, bem como em todo país contra a precariedade em que se encontra a educação no Brasil. Por isso, somos solidários às pautas de reivindicação dos educadores, pois a educação de qualidade é o alicerce para o desenvolvimento de qualquer nação.
São Paulo, 20 de abril de 2012.
Wagner Gomes – presidente nacional da CTB
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