DIGA NÃO AO PL 257/2016

quarta-feira, 15 de abril de 2015

SINDICATOS DE ITABUNA PARTICIPAM DO DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO




Desde às 4 horas da madrugada desta quarta-feira (15) diversas entidades sindicais ligadas à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) estão protestando contra a aprovação do PL 4330, que escancara a terceirização no país. 

Os sindicatos classistas iniciaram os trabalhos em frente à unidade da Penalty, em Itabuna, e logo depois o protesto teve prosseguimento BR-415, em frente à fábrica da Trifil. Com o objetivo de chamar a atenção da população para gravidade da terceirização sem limites, os sindicalistas fecharam a rodovia. Houve paralisação de duas horas nas empresas Nestlé, Padim, Trifil. 

Ainda pela manhã, dirigentes da CTB, Sindicatos dos Comerciários, Bancários, Têxteis e Calçadistas, API-APLB (professores), Sindicacau, Servidores Municipais e militantes da União da Juventude Socialista (UJS) realizaram um ato político na Praça Adami, no centro de Itabuna. Os manifestantes distribuíram panfletos e repudiaram em seus discursos o nefasto PL 4330. Os alvos principais foram o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e os 324 deputados que traíram a classe trabalhadora, com destaque para os 21 deputados baianos, cujos nomes foram lidos e vaiados. 

Veja quem são os 21 deputados baianos que votaram a favor do PL 4330:
Antonio Imbassahy (PSDB)
Arthur Oliveira Maia (SD)
Benito Gama (PTB)
Cacá Leão (PP)
Claudio Cajado (DEM)
Elmar Nascimento (DEM)
Erivelton Santana (PSC)
Félix Mendonça Júnior (PDT)
Fernando Torres (PSD)
Irmão Lazaro (PSC)
João Carlos Bacelar (PR)
João Gualberto (PSDB)
José Carlos Aleluia (DEM)
José Carlos Araújo (PSD)
José Nunes (PSD)
Mário Negromonte Jr. (PP)
Paulo Azi (DEM)
Roberto Britto (PP)
Ronaldo Carletto (PP)
Sérgio Brito (PSD)
Tia Eron (PRB)

terça-feira, 14 de abril de 2015

PL 4330 PÕE SERVIÇO PÚBLICO EM RISCO


Por Wagner de Souza Rodrigues
Projeto atende ao sonho neoliberal de “governos dirigidos por empresas”, traz mais facilidades para a corrupção via contratos fraudulentos e a prestação dissimulada de serviços por empresas terceirizadas. O PL 4330 abre as portas do serviço público para a precarização completa, com o adoecimento físico e psíquico e situações alarmantes de exploração dos trabalhadores contratados.

Sem debate público, a Câmara Federal aprovou o projeto de lei 4330 para que empresas e governos possam subcontratar todos os seus serviços. O projeto aprovado tem indisfarçáveis propósitos políticos e jurídicos com reflexos profundos na área pública. Por traz da filosofia que encoraja a terceirização de praticamente todas as funções públicas está o sonho neoliberal de constituir “governos dirigidos por empresas”, o que representam algo extremamente nocivo aos trabalhadores e à sociedade brasileira.
Na área pública, por exemplo, haverá mais facilidades para a corrupção via contratos fraudulentos e a prestação dissimulada de serviços por empresas terceirizadas. Antes mesmo do PL 4330, situações análogas da vida atual já comprovam que desviar recursos públicos para abastecer empresas privadas é favorecer o apadrinhamento, a corrupção e a impunidade. Outro mito que é preciso desmascarar é que a concorrência entre empresas prestadoras de serviços na área pública será mínima – como já é mínima nos dias de hoje.
A realidade de contratos terceirizados no serviço público já comprova que os fornecedores de serviços terceirizados de maior sucesso não são aqueles que fazem o melhor trabalho, mas aqueles que dominaram as “técnicas” especializadas necessárias para vender para os governos. Incentiva-se a corrupção com o PL 4330. Até mesmo no centro do capitalismo global, os EUA, a cautela quanto a concessão de contratos públicos com empresas privadas remonta a 1941. O então senador Harry S. Truman – defensor ferrenho do capital – tinha um pé atrás com as terceirizações e afirmava: “nunca encontrei um prestador externo (terceirizado) que, senão for exaustivamente vigiado, não deixe problemas para o governo resolver”.
O setor público, entretanto, não está preparado para conviver com a disparada nos contratos terceirizados. Fiscalizações do Ministério do Trabalho realizadas em 2014 apontam problemas sérios de adoecimento e assédio moral entre trabalhadores contratados por meio de empresas terceirizadas para atuarem na área pública. A precarização do trabalho, na área pública, é algo cristalino. Trabalhadores terceirizados são vítimas de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais com maior frequência, o que gera gastos ao setor público. Recebem menos que os servidores públicos de carreira e convivem com atrasos constantes nos salários.
A gestão das empresas terceirizadas é feita por estresse, com jornada de trabalho e metas abusivas, punições frequentes e corte de remunerações. Mas a maior punição que o trabalhador terceirizado encontra no serviço público é ser visto como um servidor de segunda classe, o que resulta em adoecimento físico e psíquico. Já ouvimos relatos alarmantes das condições de trabalho em empresas terceirizadas. Um, em especial, de uma funcionária de uma empresa terceirizada que, durante um período em que adquiriu uma doença urinária, passou a usar fraldas, por não poder ir ao banheiro.
Com a terceirização no serviço público não há a preocupação com o trabalhador, nem com os serviços e atendimentos prestados a população. Hoje, dois terços dos trabalhadores terceirizados têm entre 25 e 49 anos. É uma população extremamente jovem, muitos no primeiro emprego e que, rapidamente, são apresentados ao assédio, ao estresse e a precarização. É o futuro de um país jogado à doença, ao descrédito e a situações alarmantes de exploração. Outro objetivo oculto da PL 4330 é jogar as obrigações e prerrogativas do serviço público com a sociedade para a informalidade.

Wagner de Souza Rodrigues é vice-presidente da União Internacional Sindical (UIS) – Serviços Públicos (Trade Union Internacional), presidente da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Públicos Municipais do Estado de São Paulo (FTM-SP) e presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis

sexta-feira, 10 de abril de 2015

CENTRAIS CONVOCAM PARA O DIA 15 GRANDE ATO CONTRA PL





Em resposta às tentativas conservadoras e golpistas de retirada de direito e precarização do trabalho, a CTB, em parceria com a CUT e movimentos sociais organizados, vai realizar, na próxima quarta-feira (15), paralisação nacional nas principais capitais do país. 

O movimento popular e democrático é principalmente contra o Projeto de Lei 4330/2004, aprovado na noite desta quarta-feira (8), pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Após 11 anos em tramitação, o texto base da proposta que escancara a terceirização no país de forma irrestrita recebeu 324 votos favoráveis, 137 contra e 2 abstenções. Os destaques do texto serão votados na próxima terça-feira (14).

Para o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, o projeto é a sepultara da carteira de trabalho. “O PL 4330 legitima o contrato fraudulento, os baixos salários, as condições insalubres e precárias de trabalho. Não se concebe ter um projeto de desenvolvimento nacional que não leva em consideração o trabalho”, argumentou. 

Adilson Araújo ressalta que a paralisação também é em defesa dos direitos sociais, da democracia e dos trabalhadores. “Vamos levantar bem alto a bandeira da valorização do trabalho. É preciso ganhar ruas, praças e avenidas de todo o país e dizer NÃO à precarização. Vamos juntos derrotar o PL 4330 que institucionaliza o trabalho precário no Brasil”, enfatiza o presidente.

Vagner Freitas, presidente da CUT, explica que a paralisação é uma resposta ao Congresso Nacional e ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pela aprovação da terceirização. “Essa será a nossa resposta a esse projeto que tira direitos. Esse Congresso conservador, mantido pelos empresários, só representa o patrão. Se não nos manifestarmos, se não formos para a rua, vão tirar todos os nossos direitos”, denuncia. 

A proposta das Centrais é construir um grande movimento para unir a esquerda, os movimentos sociais e os partidos do campo democrático e popular. A CTB orienta os trabalhadores e trabalhadoras e os sindicatos filiados para protestarem contra essa agenda regressiva e conservadora, que tenta detonar com os direitos da classe trabalhadora, nas principais e grandes empresas a favor da terceirização. Em São Paulo, as paralisações serão nos bancos, na Fiesp - principal entidade a defender o projeto de precarização do trabalho, entre outros.

Daiana Lima, de Brasília

quinta-feira, 9 de abril de 2015

CÂMARA APROVA TERCEIRIZAÇÃO AMPLA E IMPÕE DERROTA AOS TRABALHADORES




Aplaudida pela Fiesp e pelos banqueiros, a atual maioria da Câmara virou as costas aos trabalhadores, revelando inteiramente seu caráter conservador. PSDB e DEM votaram em bloco a favor do projeto, mostrando também suas verdadeiras faces de inimigos do povo.

"A aprovação da terceirização indiscriminada traz grandes riscos para os servidores municipais, já que a prefeitura não vai mais precisar fazer concurso público", lamentou Wilamci Oliveira, presidenta do Sindserv

Parlamentares do PCdoB, do PT e do PSOL lutaram contra o PL 4330 e denunciaram que a Câmara consagrou a vitória do capital contra a imensa maioria da população.

Os destaques ao projeto serão votados na próxima terça-feira (14) e depois ele ainda será enviado ao Senado e posteriormente à sanção da presidenta Dilma Rousseff, que pode vetar no todo ou em parte. Se isso acontecer haverá novas votações na Câmara e no Senado para manter ou derrubar os eventuais vetos presidenciais.

O PCdoB e o PT anunciaram que irão recorrer ao STF para anular a sessão, pois o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), casuisticamente mudou a interpretação até então vigente sobre o regimento interno, para viabilizar a vitória do empresariado contra os trabalhadores. O regimento proíbe votações quando existem Medidas Provisórias pendentes, como é o caso atual, o que foi deliberadamente ignorado por Eduardo Cunha, um parlamentar notoriamente vinculado aos interesses mais atrasados, conservadores e escusos. A mobilização popular será fator determinante para a rejeição a este projeto que na prática acaba com a CLT. A luta ainda não terminou.

Confira como votou cada deputado na sessão que aprovou a terceirização 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

SINDSERV ENTREGA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES




O Sindserv realizou manifestação na manhã desta quarta-feira (01/04) em frente à Prefeitura Municipal de Itabuna para marcar o lançamento da Campanha Salarial da categoria. A direção do sindicato distribuiu mingau para os presentes.



Após o ato político, que contou com a participação e solidariedade classista dos sindicatos dos Comerciários, Têxteis e Calçadistas (Sintratec) e SINDIAACS/ACE (Agentes Comunitários e de Combate à Endemias), além da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), diretores do Sindserv e alguns servidores entregaram a pauta de reivindicações à secretária de Administração, Mariana Alcântara. A presidenta do sindicato, Wilmaci Oliveira, afirmou que, antes mesmo de sentar para discutir a pauta com os gestores, o sindicato exige o fim dos atrasos no pagamento dos salários e no fornecimento dos vales transportes, além da mudança do sistema E&L, que só trouxe transtornos para os servidores e servidoras de Itabuna.




Segundo a secretária, houve uma mudança no processo para o pagamento dos vales, que ficarão sob exclusiva responsabilidade da Administração, para que que não haja mais atrasos. As demais questões serão debatidas na mesa de negociação. O sindicato solicitou que a primeira reunião ocorra no dia 06 de abril, mas aguardo resposta da prefeitura.