Os servidores municipais de Itabuna sindicalizados que
quiserem se prestar vestibular na FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciência), podem
ficar isentos da taxa de inscrição. O Sindserv tem convênio com a instituição que
garante a gratuidade. Basta que o/a associado/a compareça à sede do sindicato,
que fica na Avenida Duque de Caxias, 92, Centro, e pegue uma autorização e um
código que permitirão a inscrição sem a necessidade de pagamento da taxa de
inscrição. Aproveite esta oportunidade! As inscrições para o vestibular da FTC
se encerram nesta sexta-feira (29/11).
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
SALVADOR SEDIA BIENAL DE JOVENS CRIADORES DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
Em sua
sexta edição, primeira realizada no Brasil, a Bienal de Jovens Criadores da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) será aberta oficialmente na
próxima terça-feira (03), às 17h, no Teatro Castro Alves (TCA), bairro do Campo
Grande, em Salvador.
A
solenidade contará com a participação dos ministros Gilberto Carvalho, da
Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), e Luiza Bairros, da
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da secretária
nacional de Juventude (SNJ), Severine Macedo, e do governador Jaques Wagner.
Também estarão presentes os secretários estaduais de Relações Institucionais
(Serin), Cezar Lisboa, e da Cultura (Secult), Albino Rubim, entre outras autoridades.
Com o
tema “Política de Juventude e Cultura Livre”, o evento reunirá jovens de sete
países que integram a CPLP (São Tomé e Príncipe, Portugal, Angola, Moçambique,
Timor Leste, Cabo Verde e Brasil), com idade entre 18 e 35 anos. Eles
apresentarão projetos, previamente selecionados, relacionados às diversas
linguagens artísticas, como dança, música, teatro, audiovisual e literatura.
Dos
35 trabalhos brasileiros escolhidos, seis são do estado da Bahia. A relação dos
selecionados está disponível nos sites www.juventude.gov.br/bienalcplp e www.serin.ba.gov.br,
assim como a programação completa da Bienal, que segue até sábado (7), com
conferências, oficinas temáticas, mostras e shows, no Complexo Cultural dos
Barris e nos equipamentos do Pelourinho.
Segundo
o secretário Cezar Lisboa, a Bienal proporcionará a expressão da criatividade
da juventude e contribuirá para troca de experiências entre os países
participantes. “Esta é uma oportunidade de intercâmbio entre as culturas
dos povos de língua portuguesa, que têm uma formação muito semelhante e
vínculos por várias razões”.
Para
o secretário Albino Rubim, o evento tem enorme relevância “não só por articular
juventude e cultura livre, como também por reforçar o papel da Bahia como lugar
de encontro de culturas, em especial negras, dado que a maioria dos países da
CPLP tem forte presença da cultura negra. Assim, combinamos tradições e
culturas contemporâneas”.
Sobre
a Bienal
A
Bienal dos Jovens Criadores da CPLP é uma realização da Secretaria-Geral da
Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional de Juventude, dos
ministérios da Cultura e dos Esportes e do Itamaraty, em parceria com as
secretarias estaduais de Relações Institucionais, via Coordenação de Políticas
de Juventude, e da Cultura (Secult).
Também
participaram do processo a antiga Secretaria de Relações Internacionais (Serinter)
e as secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de
Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), do Turismo (Setur) e do
Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
A ideia
é consolidar esse espaço enquanto fórum de diálogo, intercâmbio multicultural e
artístico entre os jovens dos países lusófonos, incentivando, apoiando e
promovendo sua criatividade, inovação e empreendedorismo.
CENTRAIS SE MOBILIZAM EM BRASÍLIA CONTRA AUMENTO DOS JUROS DO COPOM
As
centrais sindicais reunidas em grande manifestação, nesta terça-feira (26), em
Brasília, cobraram em voz uníssona do governo federal a redução das taxas de
juros e o aumento dos investimentos em saúde, educação, geração de emprego e
valorização dos salários dos trabalhadores.
O ato unitário aconteceu em frente ao Banco Central como forma de pressionar o Comitê de Política Monetária (Copom), que também se reuniu nesta data para discutir o aumento da taxa básica de juros (Selic). Desde abril, quando a taxa estava em 7,25% ao ano, o índice foi elevado para 9,50%. Esta é a última reunião do ano do Copom. O novo índice será apresentado na quarta-feira (27).
O ato unitário aconteceu em frente ao Banco Central como forma de pressionar o Comitê de Política Monetária (Copom), que também se reuniu nesta data para discutir o aumento da taxa básica de juros (Selic). Desde abril, quando a taxa estava em 7,25% ao ano, o índice foi elevado para 9,50%. Esta é a última reunião do ano do Copom. O novo índice será apresentado na quarta-feira (27).
O presidente da CTB, Adilson Araújo, chamou atenção para a necessidade de haver uma reforma política no país. “É dada a hora para a gente conceder espaço na ordem do dia para a reforma política e não permitir, sobre hipótese nenhuma, o retrocesso”, disse o presidente.
Adilson Araújo ainda advertiu. “O governo reorientou sua política macroeconômica. O processo de desnacionalização são as empresas nacionais sendo compradas por empresas estrangeiras e o dinheiro, que deveria ser usado aqui para saúde e educação, vai para salvar as empresas falidas lá fora.”
E finalizou com um alerta para a presidente da República; “Presidente Dilma, aproxime-se mais das necessidades dos trbalhadores.”
Mais de 500 pessoas, entre dirigentes sindicais, militantes e parlamentares, se reuniram na manifestação para cobrar do governo federal políticas que fortaleçam a economia e a manutenção dos direitos dos trabalhadores.
Para o vice-presidente da CTB, Joilson Antônio Cardoso, aumentar os juros neste momento significa retrocesso e vai beneficiar somente o setor que não produz, só acumula. “O aumento dos juros só ajuda o setor que não produz. Diminuir os juros é gerar emprego. Estamos aqui contra o Copom e sua equipe econômica, que não permitem o povo se agigantar”, disse o dirigente.
O secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, também criticou a atual política econômica do governo federal. “Para os especuladores o aumento de juros significa ganhar sem mexer um palito. O aumento de juros impede a criação de emprego”.
Contra retrocesso
Pascoal Carneiro, secretário de Previdência, Aposentados e Pensionistas da CTB, alertou sobre os prejuízos com o aumento dos juros. “O aumento de juros significa tirar dinheiro da economia, tirando dinheiro da economia, tira dinheiro da produção, tirando da produção, tira o emprego, ou seja, menos salários, menos desenvolvimento. Por isso esse movimento é por menos juros e mais crescimento econômico no país.”
O presidente da CTB-DF, Aldemir Domício, também se manifestou contra a medida. “Ficou claro que com o passar do tempo os juros só vem movimentando o meio dos bancários, dos grandes empresários, e o trabalhador vem num processo de atraso. O que nós estamos colocando é que não é o desemprego que cria crise financeira. Mas, motivando o emprego e a renda é o que promove o crescimento e o enriquecimento do trabalhador e do país.”
Paulo Vinícius Silva, da direção plena da CTB Nacional e secretário de Formação da CTB-DF comparou a taxa de juros do Brasil com a de outros países. “O aumento dos juros prejudica os trabalhadores, prejudica o empresário que produz e que gera emprego. Não tem o menor sentido os Estados Unidos terem uma taxa de juros de 0.25% e o Brasil chegar ao patamar de 10% de juros. Isso não tem o menor sentido, retira uma quantidade absurda de dinheiro da produção, do trabalho e investe em quem não bota um prego na barra de sabão. Por isso que nós estamos contra os juros e pelo desenvolvimento.”
Manutenção da luta
O deputado Assis Melo (PCdoB/RS), um dos principais parlamentares que apoiam a pauta trabalhista, elogiou a ação das centrais. “Esse ato é muito importante. Não podemos sufocar os trabalhadores e as trabalhadoras e o desenvolvimento do nosso país com juros cada vez mais altos. Reduzir juros é fortalecer a economia, é fortalecer a soberania do nosso país”, disse o parlamentar.
CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT afirmaram que as centrais sindicais não vão sair das ruas enquanto o governo não atender as justas reivindicações dos trabalhadores, que são os que geram as riquezas do país.
Após o ato, os manifestantes saíram em passeata até o Supremo Tribunal Federal (STF) em solidariedade ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Sores e o deputado José Genoino (PT-SP), que foram presos injustamente pelo processo da Ação Penal 470, mais conhecida como processo do mensalão.
Confira abaixo alguns dos pronunciamentos das demais centrais sindicais:
Nova Central
“O governo dos trabalhadores não pode penalizar os trabalhadores cada vez que esse grupo de reunir [Copom]. O salário do trabalhador já está defasado, não dá para as necessidades básicas. A Nova Central repudia veementemente o aumento dos juros.” - Gonzaga Negreiros (diretor de Assuntos Parlamentares)
UGT
“Não suportamos mais essa política de juros altos, enquanto isso os trabalhadores mal recebem a correção da inflação. Ou baixa os juros, ou não saímos das ruas.” - Rumiko Tanka (secretária da Criança e do Adolescente)
Além disso, a dirigente criticou a exploração de tantos trabalhadores em situação análoga à escravidão, a exploração do trabalho infantil e a falta de reconhecimento das mulheres.
Força Sindical
“Não podemos permitir que o governo federal faça esse descaso com os trabalhadores. Para banqueiro tudo, para o trabalhador que ajuda a construir esse país, nada.” - Eunice Cabral (dirigente)
CGTB
“Tem algo errado em nosso país. Até 2010 o país estava de vento em polpa com redução de juros e aumento de crédito. Essa lógica do aumento de juros está errada. A nossa luta é a luta do povo.” - Ubiraci Dantas (presidente)
CUT
“Aumento de juros é grave para a situação de desenvolvimento do nosso país. Para o trabalhador do campo produzir comida, ter renda, é preciso ter financiamento com juros baixos. Para continuar produzindo desenvolvimento é preciso ter juros baixos. Essa é a nossa tarefa. Todas as vezes que fomos às ruas mudamos o rumo da história. Não haverá avanço da nossa pauta se não frearmos o aumento dos juros.” - Carmen Foro (vice-presidente)
Fonte: Portal CTB
terça-feira, 26 de novembro de 2013
NOVA DIRETORIA DO SINDSERV TOMA POSSE DIA 06
No próximo dia 06 de dezembro a nova diretoria do Sindicatos dos Servidores Municipais de Itabuna, tomará posse. A solenidade será realizado no Recanto dos Comerciários (Rua Aurora nº 270, bairro Conceição). O sindicato convida todos os servidores e servidoras de Itabuna a participarem do evento.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
CTB E CENTRAIS PROMETEM MOBILIZAR MILHARES POR MAIS SALÁRIOS E MENOS JUROS
Em reunião nesta sexta-feira (22) na capital paulista,
representantes das centrais sindicais brasileiras definiram o ato que ocorre na
terça-feira (26) em frente ao Banco Central, em Brasília. “A concentração
começa às 10h e o ato político está marcado para começar às 11h”, declara
Paschoal Carneiro, secretário de Previdência, Aposentados e Pensionistas da
CTB.
Foi definido o slogan Menos Juros, Mais Salários,
denunciando a política desenvolvida pelo Comitê de Política Monetária (Copom),
do Banco Central, com sucessivas altas dos juros, o que acarreta perdas
irreparáveis para a classe trabalhadora, prejudica a produção e favorece o
setor financeiro, que não gera empregos. “Todas as centrais confirmaram
presença e terão direito a dois oradores e cada central poderá escolher um
parlamentar para discursar também”, explica Paschoal.
A expectativa dos organizadores do ato é da presença de pelo
menos 5 mil pessoas em Brasília no dia 26 para mostrar a força da classe
trabalhadora unida para mudar a economia do país rumo ao desenvolvimento
independente do mercado internacional e para isso contam com a mobilização das
estaduais das centrais, assim como dos sindicatos, porque “interessa a todos os
trabalhadores reduzir os juros e aumentar os salários”, define o dirigente da
CTB.
A taxa Selic está em 9,5% atualmente e pode ultrapassar os
dois dígitos em breve a continuar nesse ritmo. Por isso, a mobilização das
centrais sindicais em mais esse ato unificado. A CTB empreende todos os
esforços para enviar milhares de militantes nos eventos mais importantes para
empoderar a classe trabalhadora na luta contra os interesses do capital. A CTB
sempre na luta com os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
CONSCIÊNCIA NEGRA: MOVIMENTOS AVALIAM AVANÇOS E RETROCESSOS
Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, diversos atos e eventos culturais estão programados em todo o país. Movimentos sociais levarão para as ruas pautas que estão no centro dos debates como a desmilitarização das polícias, a reforma política e as ações afirmativas como as cotas raciais no serviço público. Em São Paulo, será realizada a 10ª Marcha da Consciência Negra, promovida pelo movimento negro.
O Dia da Consciência Negra é comemorado para homenagear Zumbi dos Palmares, líder negro, morto na mesma data, em 1695, e para marcar a luta contra o preconceito racial. A data e o feriado na cidade de São Paulo e algumas outras cidades do país. Também faz parte do calendário nacional, porém, não tem status de feriado em todo o território brasileiro.
Em Itabuna a UNEGRO (União dos Negros Pela Igualdade) promove palestra sobre racismo nesta quarta-feira no auditório dos comerciários.
Para Edson França, presidente da União de Negros pela Igualdade (Unegro), trata-se de um dos momentos mais importantes do movimento negro para chamar a atenção dos brasileiros sobre a desigualdade racial alarmante que ainda existe em todo o país. “Faremos a 10ª edição da Marcha e serão levados temas relevantes como a desmilitarização da polícia. Está consolidada no Brasil a compreensão, pelas organizações, de que está em curso um genocídio contra a juventude negra. Não é possível tantos jovens negros serem assassinados e nada ser feito para impedir e punir os culpados”. E completa: “Cinco jovens negros são assassinados ao dia. Quem mata os jovens negros? O Estado, a partir da polícia, além do tráfico de drogas. O Estado não é somente omisso. Não! O Estado também aperta o gatilho”, pontuou.
A desmilitarização da polícia é uma das questões que emergiram a partir das manifestações de junho, apesar de não ser um debate novo na sociedade é, de certa forma, novo para o movimento negro que tem como base de atuação o racismo e seus agravos. Recentemente, a presidenta da Republica Dilma Rousseff apontou para esse problema no Twiiter, ao comentar a execução de Douglas Rodrigues, 17 anos, por um policial militar na zona norte da capital paulista que, como ele, “milhares de outros jovens negros da periferia são vitimas cotidianas da violência. A violência contra a periferia é a manifestação mais forte da desigualdade no Brasil”.
Para diminuir o abismo da desigualdade, a presidenta enviou ao Congresso Nacional, no início deste mês, terça-feira (5), em regime de urgência, o projeto de lei que reserva 20% das vagas do serviço público federal para negros.
“Não podemos ignorar que a cor da pele foi, e infelizmente ainda é, motivo de exclusão e de discriminação contra milhões de brasileiros”, declarou Dilma durante sua participação na 3ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que ocorreu entre 5 e 7 deste mês, em Brasília. “Preconceito contra mais da metade da população, que hoje se reconhece como afrodescendente, como negra e parda. Temos de superar as consequências do nosso longo período escravocrata que não acabou com a abolição, mas se manteve na hierarquização da sociedade, na qual a base são negros e indígenas. Para superar isso, são necessárias ações afirmativas, como esta das cotas no serviço público federal”, completou a presidenta.
A Unegro faz uma avaliação positiva sobre o posicionamento do governo federal durante a Conferência, tendo como base o discurso da presidenta que, nas palavras de Edson França, “demonstrou sensibilidade e compreensão apuradas com relação à desigualdade social que pesa de maneira negativa sobre a população negra e sobre as relações raciais no Brasil” além de ter reconhecido publicamente o alto grau de violência contra os jovens negros.
“Não podemos ignorar que a cor da pele foi, e infelizmente ainda é, motivo de exclusão e de discriminação contra milhões de brasileiros”, declarou Dilma durante sua participação na 3ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial. “Preconceito contra mais da metade da população, que hoje se reconhece como afrodescendente, como negra e parda. Temos de superar as consequências do nosso longo período escravocrata que não acabou com a abolição, mas se manteve na hierarquização da sociedade, na qual a base são negros e indígenas. Para superar isso, são necessárias ações afirmativas, como esta das cotas no serviço público federal”, completou a presidenta.
Para Nuno Coelho, coordenador Nacional da Associação Pastoral de Negros (APN), os anúncios da presidenta durante a Conferência também significaram um avanço, mas chegaram tarde. “Foi um avanço, uma conquista do movimento negro em primeiro lugar. São instrumentos de ações afirmativas como esses que vão mudar o panorama social, político e econômico do país. Mas, na minha avaliação, os anúncios vêm na reta final do governo, o que deveriam ter sido feito logo no início do governo para marcar um posicionamento sobre a questão”, afirma Nuno.
Avanços e retrocessos
Outras conquistas durante a conferência, citadas pelos movimentos ouvidos pelo Vermelho foi o avanço no debate sobre a reforma política com a unidade em torno de dois projetos de lei que tramitam na Câmara: uma Proposta de Emenda Constitucional que estabelece reserva de vagas para parlamentares de origem negra na Casa e nas assembleias legislativasm que reservaria cotas raciais por cinco legislaturas seguintes (o equivalente a 20 anos), de autoria do deputado Luiz Alberto (PT-BA); e a proposta do deputado Paulo Paim (PT), que reserva 5% do fundo partidário para ampliar a participação do negro na política.
No entanto, com relação ao tema da Conferência, “Democracia e Desenvolvimento sem racismo, por um Brasil afirmativo”, Edson França acredita que o movimento negro não compreendeu sua importância. “Ficamos presos às pautas anteriores que nós não conseguimos efetivar. Estamos indo para uma pauta mais avançada [a da reforma política] sem resolver as que já foram colocadas anteriormente. Ficamos muito no campo da política pública”, avalia Edson, que chama a atenção para um ponto preocupante constatado durante a conferência: a do aumento do número de grupos religiosos organizados politicamente, principalmente de matrizes africanas. (Foto:Roberto Stuckert Filho/PR)
“Houve certo protagonismo das comunidades tradicionais, especialmente dos religiosos de matriz africana, o que me preocupa. O protagonismo deve ser mais politizado e não ocorreu. Há um crescimento das comunidades de terreiros, elas têm se colocado de maneira mais efetiva, têm se organizado mais, semelhante ao fenômeno que ocorreu na década de 1970 com as comunidades eclesiásticas de base, o que ocorre também mais recentemente com o ativismo dos evangélicos. A religião organizando a ação na política é preocupante porque extrapola uma pauta que nós construímos, a da liberdade religiosa, e não a da religião na política. Se não tomar cuidado, vamos ter um grande atraso na política do movimento negro a partir dessa ascensão religiosa”, avalia o presidente da Unegro e membro do Comitê Central do PCdoB, reeleito durante o 13º Congresso do Partido no último final de semana.
“Parece ser pequeno esse fato, mas não é. O próprio IBGE não conseguiu detectar a quantidade de religiosos de matrizes africanas no Brasil, já que muitos não se autodeclaram no senso com receio de discriminação. É um Brasil submerso ainda. Mas muito representativo. É um aspecto novo, importante, e que contribui para uma baixa politização. Essa conferência foi extremamente preocupante nesse ponto”, conclui Edson França, lembrando que houve efetivamente um alargamento da base do movimento negro nesta última Conferência, mas com baixo grau de politização.
“É um grande desafio para nós do movimento negro: ampliar o grau de politização, com informação e formação. Fico mais preocupado com a questão da informação, levar os dados para a população sobre o que está ocorrendo de fato”, alerta o militante comunista.
Nuno Coelho, da APN, faz coro com Edson: “Foi uma Conferência sem debate político. Esperávamos muito mais do que uma revisão dos planos de Igualdade Racial. É preciso um balanço sobre o que avançou e o que será necessário daqui pra frente. Os Grupos de Trabalho se concentraram na revisão dos planos e de incluir novas propostas neles. Tinham mais de 200 propostas a serem avaliadas”, exclama Nuno que chama a atenção para a necessidade de se debater as questões diretamente com o sistema, incluindo negros e negras nos mecanismos de controle social, por exemplo.
O coordenador nacional da APN denuncia que ainda faltam espaços de participação social para a população negra, que representa metade da população brasileira. “O Conselho Nacional está cobrando da Seppir [Secretaria de Igualdade Racional] essa maior participação. Estão pressionando para que ocorra um encontro entre os conselhos municipais e estaduais para discutir isso. Só que não há avanço”, lamentou Nuno, lembrando que também foi aprovado, durante a Conferência, o decreto que regulamenta o Sistema Nacional de Igualdade Racial, previsto no Estatuto da Igualdade Racial (senappir), desde 2006. Na prática, o decreto possibilita a criação de instâncias de igualdade racial nos municípios, nos estados, nas instâncias de governos como, por exemplo, no ministério da Saúde para tratar de patologias especificas, além de prever critérios de repasse de recursos para o tema nos orçamentos.
“Agora, a gente percebe que, do ponto de vista jurídico, o Brasil está acima dos demais. Desconheço outro país que tenha leis antidiscriminatórias tão avançadas quanto o Brasil. Temos os instrumentos necessários para avançar na pauta antidiscriminatórias, alcançar o equilíbrio e partir para a mudança. Acho difícil uma unidade mais profunda do povo brasileiro se a gente não der voz às justas reclamações do movimento negro”, afirma Edson França, que participa das ações deste 20 de Novembro.
Não se trata somente de uma herança dos tempos de escravidão. O racismo ainda opera nas sociedades contemporâneas e permanece aprofundando as desigualdades a partir de mecanismos institucionais, burocráticos e culturais, criando barreiras para a população negra. “Mantém a população negra à margem. Sem ações afirmativas, sem colocar o dedo na ferida, não tem revolução, não tem desenvolvimento no país”, conclui Edson.
Fonte: Portal Vermelho
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
CENTRAIS APRESENTARÃO PROPOSTA SOBRE GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO
Os representantes de centrais sindicais que se reuniram com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), nesta terça-feira (12), para discutir a regulamentação do direito de greve no serviço público, terão uma semana para apresentar suas propostas.
Jucá, que é o relator da matéria na Comissão Mista de
Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da
Constituição Federal, deu prazo até a próxima terça-feira (19) para que os
líderes sindicais apresentem sugestões.
Seu relatório sobre o assunto seria votado na semana
passada, mas não houve quórum para a deliberação. A próxima reunião da comissão
está marcada para o dia 20 de novembro.
O representante da CTB, João Paulo Ribeiro, esclareceu que
os sindicalistas não são contrários à regulamentação do direito de greve, mas
que a proposta de Jucá não regulamenta a greve e sim cerceia o direito de greve
ao determinar percentuais mínimos de até 80% do efetivo trabalhando na paralisação,
dependendo da categoria.
João Paulo Ribeiro, diz que a proposta defendida pelas
centrais sindicais é a regularização para o exercício da profissão de todos os
servidores públicos, que desde a Constituição de 1988 não foi regulamentada.
“Queremos debater o nosso projeto – das centrais sindicais –
que considera três pilares – a liberação dos representantes sindicais, a
negociação coletiva e o direito de greve”, explica o líder sindicalista,
explicando que sem servidores liberados para a negociação e sem a obrigação do
governo sentar à mesa para tratar das reivindicações, independentemente de
greve, não há regulamentação.
Ele diz ainda que é preciso discutir se as regras da greve
para o servidor público serão as mesmas do trabalhador da iniciativa privada ou
será outro sistema, destacando que “para o cidadão, todos os serviços são
essenciais”.
João Paulo Ribeiro lembrou que, na falta de lei
complementar, o Supremo tribunal Federal (STF) determinou, em 2007, que as
regras para o serviço público fossem as mesmas da iniciativa privada.
O relator do projeto, senador Romero Jucá, pediu aos
sindicalistas que apresentem uma contraproposta. As centrais sindicais vão se
reunir em Brasília, no próximo dia 18 para elaborar a proposta que apresentarão
no dia seguinte ao relator. Para a reunião, as centrais sindicais querem também
a presença do Poder Executivo, para que se manifeste sobre o assunto, o que não
foi feito em cinco anos de negociação entre as partes.
“É importante que as centrais possam apresentar as
contribuições. Mas que tenhamos condição de votar essas matérias com celeridade.
Acredito no diálogo e no entendimento. As centrais sindicais têm experiência e
competência de fazer contraproposta. Portanto, é a gente sentar, discutir e
construir um texto o mais próximo possível”, afirmou Jucá.
Romero Jucá quer votar a minuta do projeto de regulamentação
sobre o direito à greve no início de dezembro. Se aprovado, seguirá para a
Câmara dos Deputados para depois ser examinado no Senado.
Fonte: Portal Vermelho
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